Autoestima

A melhor definição para autoestima é a saúde emocional e mental através da valorização pessoal. Por que valorização? Porque qualquer desequilíbrio emocional ou mental (que não seja realmente físico como uma doença mental), provém de uma semente de desvalorização pessoal. É no próprio no conceito que se tem de si mesmo que nasce ou morre a autoestima.

A autoestima sadia é construída com base no autoconhecimento e desvinculada do mundo exterior. Muito se critica hoje em dia o papel da mídia da construção da autoestima das crianças que se tornarão adultos inseguros, por jamais conseguirem se equiparar ao padrão ideal que é mostrado na TV e nos filmes.

Quando a autoestima está vinculada ao mundo exterior, invariavelmente ela estará comprometida e permanecerá numa posição de fragilidade constante, dependendo dos estímulos externos para manter-se, digamos, positiva. Não podemos nem sequer usar a palavra sadia nesse caso, pois não há nada sadio em associar o próprio valor pessoal às demandas sociais estabelecidas por outros.

Criticamos a mídia hoje em dia, mas se pensarmos bem, em toda a história da humanidade houveram grupos que definiam padrões de moda e comportamento e ditavam o que era digno de ser valorizado e o que deveria ser rejeitado. A baixa autoestima portanto, não é um problema da atualidade e não é “culpa” da mídia, da TV ou de Hollywood. Indivíduos que rejeitam as determinações externas e constróem seus conceitos de valor próprio independente da sociedade sempre existiram, assim como pessoas fracas que dependem dos padrões preestabelecidos para se situar na vida e adoram usar os problemas do mundo para justificar seus fracassos e vacilos.

Um ponto a ser observado é que qualquer pessoa pode virar a mesa e construir uma autoestima sadia do zero. Ninguém nasce com baixa autoestima e está condenado a viver assim para o resto da vida como se tal coisa fosse uma doença crônica! A baixa autoestima geralmente está ligada à más experiências passadas, má educação (ninguém nos ensina a valorizar a nós mesmos quando estamos crescendo) e inércia (a percepção de que ‘todo mundo’ é assim e a vida é assim mesmo). 

Todo um novo universo se abre quando a pessoa se dá conta de que não precisa ser assim, que ela pode aprender sobre si mesma, se desligar das comparações com o mundo exterior e desenvolver um melhor senso de valorização pessoal.