O que é a Psicoterapia Junguiana:

A Psicoterapia tem como objetivo auxiliar pessoas em dificuldades que elas não se veem capazes de resolver sozinhas. O terapeuta é um profissional dotado de técnicas que podem auxiliar os pacientes a viver melhor, trazendo-lhes um maior entendimento da sua dor, mas também ferramentas que podem permitir às pessoas viver mais plenamente. 
Durante a terapia, o analisando é convidado a explorar com o terapeuta, num espaço seguro e sigiloso, sentimentos, pensamentos e fantasias que formam o pano de fundo do conflito sentido pelo paciente. 
Os motivos que trazem as pessoas ao consultório são problemas diversos que causam alguma forma de sofrimento emocional. 
Crises nos relacionamentos, crises no trabalho, ansiedade, depressão, doenças de fundo emocional, transtornos de pânico, transtornos alimentares, obesidade, bullying, entre muitas outras coisas. É através desses problemas que uma pessoa costuma sentir a necessidade de buscar ajuda.

OS SONHOS.

Na Psicologia Analítica, uma das principais ferramentas utilizadas na terapia são os sonhos. Os sonhos contêm imagens e associações de pensamentos que não são criadas pela intenção consciente. Eles aparecem de modo espontâneo, sem nossa intervenção e revelam uma atividade psíquica alheia à nossa vontade arbitrária. O sonho é, portanto, um produto natural e altamente objetivo da psique, do qual podemos esperar indicações ou, ao menos, pistas de certas tendências básicas do processo psíquico.
Normalmente, o sonho retrata a situação interna do sonhador, cuja verdade e realidade o consciente reluta em admitir, ou não aceita de todo. Na psicoterapia, ao compreendermos o significado de um sonho, damos passos importantes em nosso desenvolvimento interior e nos abrimos a novas possibilidades que antes estavam ocultas devido à postura de nossa consciência ou devido a atitudes que nos desviavam do nosso verdadeiro caminho.

 

A TERAPIA.

Dessa forma, inicia-se o tratamento analítico. Na terapia de abordagem junguiana, analista e paciente sentam-se frente a frente. Jung aboliu o divã porque achava necessário um confronto direto e pessoal. Jung aconselhou o analista a estudar o máximo e aprender tudo que puder. Contudo, quando estiver em contato com o paciente, deve se abrir para a realidade singular que se apresenta a cada sessão de terapia. Ao mesmo tempo em que essa postura humaniza a terapia, também traz o desafio do envolvimento, pois Jung acreditava que o envolvimento emocional é uma parte essencial da alquimia da terapia. Como Psicoterapeuta, busco trazer essa realidade para o consultório de forma ética é responsável.
A Psicoterapia Analítica parte do princípio de que existe um sentido para tudo o que ocorre na vida de todos nós, e esse sentido é a realização de um propósito maior em nossa existência. À medida em que a terapia avança, podemos nos aproximar cada vez mais de nossa Natureza essencial. Esta possibilidade é o que permite o encontro íntimo e sagrado conosco e pode trazer a sensação de uma realização pessoal, mas mais do que isso, um sentimento de unidade com a vida.