Síndrome do Pânico: O medo de sentir medo

 uma doença em que a pessoa sente um medo intrínseco e perde a confiança em si mesma.
Não sabe mais como agir ou como se comportar. Sofre, sente-se perdida, confusa e impotente.
 “Não conseguia respirar, minhas pernas tremiam, meu coração parecia que ia pular pela boca, transpirava muito e achei que ia morrer! 
Foi horrível! Tenho medo de sair de casa e ter uma nova crise.
Tenho medo de sentir isso de novo!”


 

Quadros com estes sintomas físicos (taquicardia, sudorese, aperto no peito, tensões musculares, alterações digestivas e urinárias) são relatados por quem sofre da Síndrome do Pânico, uma patologia cuja incidência está cada vez maior e mais comum.
Na Síndrome do Pânico, diferentemente dos outros tipos de medo,não há uma ameaça, não há um medo específico, a pessoa não faz idéia como foi desencadeado.

 Ansiedade e insegurança, a raiz do problema.

  A raiz das Crises de Pânico é a insegurança extrema, geradora de grande ansiedade. 
Todos nós buscamos por segurança, é uma necessidade do ser humano. Mas como encontrá-la numa vida imprevisível e que muda os padrões constantemente?
O que parece certo e desejável numa determinada época ou momento, já não é no momento seguinte.
O comportamento, a moral, costumes, interesses e opiniões, se altera e gira numa roda viva incessante e acelerada.

 

Só nos resta o refúgio interno. Mas buscar esta segurança dentro de nós, também não é tão simples. Muitas vezes tivemos uma educação muito severa, fomos expostos a críticas excessivas que podem ter minado a nossa autoconfiança, além de possibilidades de um mau funcionamento cerebral ou genética alterada que favoreçam insegurança acentuada.
Essa insegurança leva à ansiedade. A ansiedade leva ao medo (o medo do imprevisto).
O medo leva ao pânico, quem remete a nova e reforçada insegurança. E por aí vai …

Ciclo vicioso doentio

Além dos sintomas físicos, o quadro vem acompanhado de pensamento acelerado, perda do autocontrole, sensação de morte iminente, além da crise de evitação, onde a pessoa movida pelo pavor de nova crise procura evitar os lugares ou as situações que julga ter desencadeado a crise, ou até mesmo sair de casa.
Não encontrando a causa, e tendo cada vez mais a necessidade de controlar as situações para não sucumbir a novos episódios, ironicamente a pessoa excita mais ainda sua mente e em vez de se acalmar, piora o quadro, criando maior ansiedade e medo.
Aí vem o desequilíbrio e outro ciclo vicioso.

• Síndrome do Pânico tem cura?


Brigar com o medo, apenas desencadeia novos medos.
Tentar controlar as situações leva a maior ansiedade. Quem sofre da Síndrome do Pânico precisa de ajuda para romper com o ciclo negativo e viciado.
Frequentemente é necessária a ajuda da dupla Psiquiatra x Psicólogo para uma correta medicação e para auxiliar a ampliar a capacidade de lidar com os conteúdos emocionais e mentais.