Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)

Dentro do TDAH o tratamento deve envolver uma abordagem multidisciplinar associando o uso de medicamentos e intervenções psicoeducativas e psicoterapêuticas.
Os medicamentos devem ser obrigatoriamente administrados por um médico após o diagnóstico.
Na área da psicologia falar em cura para os pais é um erro, porque as intervenções podem ajudar no controle da agressividade, modular o comportamento social, ensinar estratégias de solução de problemas, controle da impulsividade e aumento da atenção.

A Terapia Cognitivo Comportamental é uma importante terapia nesses casos, ajudando tanto a criança quanto seus familiares.
Antes de discutir a cura do TDAH é preciso discutir a forma e frequência com que esse diagnóstico tem sido usado. Quando uma criança apresenta algum problema na escola, é preciso:

1º) Compreender a dinâmica familiar. Frequentemente os "segredos", "tabus" ou "não ditos" familiares perturbam à aprendizagem.


2º) Avaliar o equilíbrio entre atividades livres e as estruturadas. Crianças repletas de atividades pré- formatadas, como p. exemplo: inglês, judô,piano, ballet, natação etc...mas sem tempo algum para brincar e experimentar o próprio corpo de maneira livre terão dificuldades de concentração.
 

3º) Avaliar se a cobrança da escola é compatível com a idade ou se decorre de uma expectativa muito alta de desempenho.
 

4º) Ouvir a criança para saber se existe algo de sua história com a família, colegas e se a escola pode estar dificultando o aprendizado.
 

5º) Se esses passos foram seguidos corretamente, o auxílio psiquiátrico não será necessário.
A prática cotidiana vem mostrando que na grande maioria dos casos vemos que o baixo rendimento escolar e a agitação estão relacionados com a situação no seio familiar.

 

Os medicamentos trarão uma solução para os sintomas aparentes, porém a origem de toda a alteração continuará intacta.
É necessário dar voz a criança e com isso entender a forma como ela está se colocando no mundo!
O TDAH é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que frequentemente tem os sintomas manifestados na infância e acompanha por toda a sua vida. A psicoterapia junto com a medicação acompanhada pelo psiquiatria, traz uma qualidade de vida suficiente, e faz com que o paciente tenha uma rotina de trabalho e vida social satisfatório.